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quinta-feira, 12 de abril de 2012

COLEGIADO DE HISTÓRIA DA UPE CAMPUS PETROLINA PROMOVE MINICURSO SOBRE 90 ANOS DO PCB




COLEGIADO DE HISTÓRIA DA UPE CAMPUS PETROLINA PROMOVE MINICURSO  SOBRE  “PCB 90 ANOS – AS TENTATIVAS DE APLICAÇÃO DO MARXISMO À REALIDADE BRASILEIRA E SEUS IMPACTOS NA LUTA POPULAR”
A fundação do Partido Comunista do Brasil em 1922 foi um reflexo do auge revolucionário alcançado pelo proletariado internacional com a Revolução Russa de 1917. Teve papel preponderante na criação e consolidação dos partidos comunistas no mundo inteiro a partir da criação, em 1919, da Internacional Comunista ou III Internacional.
No Brasil, o movimento operário até então dirigido por influência anarquista deu  um salto de qualidade com a fundação do PCB, embora a herança anarquista continue marcando a nova organização no início de sua existência.
Apesar de já fundado o Partido Comunista o grande movimento que caracterizou os anos 20 no Brasil foi o Tenentismo cuja expressão maior fora a Coluna Prestes que após a sua desarticulação se dividiu entre os golpistas liderados por Getúlio Vargas e o Partido Comunista que recebeu o principal líder da Coluna.
A vinda de Prestes trouxe um grande ânimo ao partido que já aos 13 anos de existência organizou uma grande frente antifascista com a ANL que após ser colocada na ilegalidade por Vargas levou o PCB a buscar assaltar o poder com o Levante de 1935.
Afora esta iniciativa de 1935 e a experiência guerrilheira do Araguaia do final dos anos 60 e início dos anos 70 foram poucos os momentos em que o Partido Comunista do Brasil assumiu uma postura efetivamente revolucionária. Entre estes momentos, são citados a guerrilha de Porecatú,  a de Trombas e Formoso;  em ambos os movimentos, os camponeses marcaram, juntamente com as Ligas Camponesas e sob a influência do PCB,  a história da luta no campo no Brasil.
O Minicurso de 10 (dez) horas acontece nos dias 17 e 18 de abril e será ministrado pelo Professor Fausto Arruda Aguiar Filho - Sociólogo e Cientista Político. Ex-professor da UNIFOR - Universidade de Fortaleza. Ex-presidente da APEOC - Associação dos professores do Estado do Ceará. Atualmente é membro do Conselho editorial do Jornal A nova democracia - Rio de Janeiro.
As inscrições, 40 vagas para o turno da tarde e 40 para o turno da noite,  poderão ser feitas no colegiado de História das 15 às 22 horas.

Por. Prof. Moisés Almeida
Coordenador do Curso de História

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

O culto da morte



James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 - Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi um líder de seita estadunidense e fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple), e mentor do suicídio em massa da comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, com o resultado de 918 mortes, em sua maioria por envenenamento.
Os membros da comunidade foram induzidos a beber um composto líquido (na forma de suco de sabor uva), contendo potássio, cloreto de cianeto e substâncias sedativas. Os que eram pequenos demais receberam na boca ou através de seringas.
A cifra final de mortos chegou a 918, incluindo mais de 270 crianças e quatro que se suicidaram no escritório da seita em Georgetown. Mais de 400 corpos não identificados foram sepultados em Oakland (Califórnia).
Nem todos os integrantes da comunidade morreram na tragédia. No mínimo cinco membros conseguiram fugir ao cerco da guarda e fugir para a floresta durante o ritual de suicídio coletivo que durou, segundo essas testemunhas, cerca de 5 minutos.
O corpo de Jones foi encontrado junto ao pavilhão maior, com um tiro único na cabeça.


sábado, 5 de novembro de 2011

O ocultismo de Raul Seixas





Raul Seixas é sem sombras de dúvidas uma das maiores referências do rock nacional de todos os tempos, que marcou (e ainda marca) toda uma geração. Contudo, hoje não falaremos especificamente da sua carreira em si, marcada de altos e baixos, mas sim do lado obscuro de sua vida.

Existem muitos mistérios a cerca da sua misteriosa figura. Muitos acreditam que Raul Seixas tenha sido um ocultista, já que ele e o seu então parceiro de composições Paulo Coelho eram membros de sociedades anteriores (Raul da Grã Ordem Kavernista e Paulo da Sociedade da Besta do Apocalipse) e juntos fundaram a “Sociedade Alternativa” baseada nos pensamentos de Aleister Crowley. E é impossivel falar de Raul sem falar de Crowley.

Aleister Crowley foi um filósofo inglês do século 19, considerado por muitos um bruxo e satanista. Seu pensamento e pregação se resumiam basicamente no conteúdo da obra chamada “Livro da Lei” e na doutrina conhecida por Thelema (palavra grega que significa “vontade”) e que pode ser resumida em “Faz o que quiseres que tudo deve ser da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser”.

Os princípios hedonistas de Crowley, com a pregação do aproveitamento dos prazeres terrenos, incluindo sexo e drogas, foram base para todas as doutrinas satanistas que se seguiram, embora Crowley não tenha de maneira clara em sua obra se declarado satanista, sendo mais apenas um anti-cristão, tendo tomado para si próprio a denominação de “Número 666″.

No rock do Brasil a maior personalidade ligada ao pensamento de Crowley foi Raul Seixas. A música “Sociedade Alternativa”, entre outras, são exemplos disto. Ao final da música Raul grita para o público: “O Número 666 chama-se Aleister Crowley. A lei de Thelema… esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem e toda mulher é uma estrela”. Tratam-se de trechos da obra de Crowley.







fonte: minilua



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sou humano também (poesia)

Por Mariano Carvalho










Humano também

A dor que as vezes sinto, e não posso canaliza-la
Dói mais quando eu não minto e sofro por ampará-la
Dão-me gratuitamente, eu não preciso comprá-la
Então precisarei da ajuda de todos para afastá-la

Peito sangrado, sorriso no rosto
Meio angustiado, mas de face contente
Adoço a saliva e engulo o desgosto
Levanto a cabeça, ponho Deus na frente


Estando cansado, me mostro disposto
Encurto os caminhos longos a minha frente
Porém não esqueçam que eu também sou gente
Reles condição a qual também vivo exposto




Mariano Carvalho ( em homenagem à Tadeu Henrique)

sábado, 17 de setembro de 2011

Livro com nova versão sobre OVNI caído em 1947

Autora lança livro sobre a Área 51, a base secreta dos EUA mais famosa do mundo, e cria polêmica com nova versão para captura de ETs no Novo México




A suposta queda de um UFO em Roswell, no Novo México, em 1947, acaba de ganhar mais uma versão, que está reacendendo o debate sobre aquele que é considerado o episódio mais famoso e controverso da Ufologia nos Estados Unidos.
As "revelações" divulgadas pela jornalista Annie Jacobsen em seu livro "Area 51, An Uncensored History of America's Top Secret Military Base" (Área 51, história sem censura da mais secreta base militar da América) agora misturam nazistas, soviéticos e um plano para gerar pânico e caos.
Noticiado pela primeira vez poucos dias depois do ocorrido, o Incidente em Roswell, como mais tarde viria a ficar conhecido, foi imediata e oficialmente creditado, pela própria USAF, a Força Aérea dos EUA, a uma visita alienígena.
Algumas horas depois, essa versão foi desmentida e transformou-se numa ocorrência das mais comuns, envolvendo um balão meteorológico.
Mais de 30 anos adiante, o caso foi revisado e, pelas mãos dos pesquisadores Stanton Friedman e Willian Moore, ganhou o status pelo qual realmente se tornaria conhecido: uma queda de OVNI legítima em solo americano, com resgate de criaturas extraterrestres, seguido de uma campanha de acobertamento nunca antes vista por parte do Governo.
A partir dessa história se desdobraram inúmeras outras teorias que povoam o ideário conspiracionista: a descoberta de como funcionariam os discos voadores, tecnologia alienígena patenteada, autópsias em entidades biológicas extraterrestres, acordos secretos entre ETs e Governo, governo secreto e por aí afora...
No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, o Incidente em Roswell ganharia proporções ainda mais fantásticas, com a alegação de que o UFO resgatado, bem como seus tripulantes, teriam sido levados para uma instalação altamente secreta do governo dos EUA, localizada em Groom Lake, Nevada: a Área 51.
A história se notabilizou com o físico Robert Scott Lazar, também conhecido por Bob Lazar. Ele alegou ter trabalhado de 1988 a 1989 em uma área chamada S-4, localizada perto de Groom Lake.
Segundo Lazar, S-4 servia como um esconderijo militar para o estudo de discos voadores extraterrestres.
Ele disse ter visto pelo menos 9 tipos de discos lá, onde teria trabalhado na engenharia reversa dos objetos (desmontar para entender o funcionamento), além de fornecer detalhes sobre o sistema de propulsão das supostas naves.
A história de Lazar nunca foi completamente aceita pela comunidade ufológica norte-americana, mas rendeu muita publicidade à Área 51, que rapidamente transformou-se na base secreta mais conhecida do mundo.

Projeto Mogul e manequins de testes

Em 1997, no dia 24 de junho, quando muitos ufólogos celebravam o 50º aniversário da Ufologia, a USAF tentou uma cartada final sobre o "Roswell Incident", divulgando o documento "The Roswell Report, Case Closed" (Relatório Roswell, Caso Encerrado).
Segundo as 231 páginas de relatório, o episódio ocorrido no Novo México não decorria de apenas um evento, mas dois.

Jesse Marcel mostra à imprensa os destroços de um balão para desmentir a notícia do disco voador

Primeiro, a queda de um novo tipo de balão dos EUA na fazenda de William "Mac" Brazel, em Roswell, originário de um projeto secreto chamado Mogul, que visaria detectar possíveis explosões nucleares soviéticas. Os balões também foram utilizados para experimentos com raios cósmicos.
Segundo - e daí viriam as histórias de captura de ETs que permeiam o "folclore" do Novo México - testes com bonecos de testes lançados a partir de balões a alta altitude, como parte do desenvolvimento de cápsulas de escape para os futuros veículos espaciais.
Entre junho de 1954 e fevereiro de 1959, sessenta e sete bonecos foram lançados de balões na região do Novo México.
O relatório detalha que os manequins de prova eram transportados em caixas de madeira, semelhantes a caixões, com roupas de alumínio para evitar danos aos sensores montados em seu interior.
Quando fora das caixas, eram carregados em macas e cobertos com sacos plásticos. Estes fatos, além de sua aparência, teriam contribuído para sua identificação como corpos de alienígenas.

A testemunha de Annie Jacobsen

A versão agora divulgada pela jornalista Annie Jacobsen, editora-colaboradora da revista Los Angeles Times, em seu livro sobre a Área 51, muda completamente a abordagem sobre o incidente em Roswell.
Sua obra apresenta, em 523 páginas, relatos de um total de 74 testemunhas que esmiuçam o funcionamento da base secreta e as provas ali realizadas.
De testes com aeronaves stealth a explosões termo-nucleares na alta atmosfera. Do total, apenas 2 páginas mencionam Roswell e a captura de corpos. E eles não eram extraterrestres.
Conforme revelou Jacobsen, segundo uma de suas fontes - um engenheiro que ela pretende manter anônimo, mas garante ter as credenciais para falar do assunto - o que caiu no Novo México foram disco voadores terrestres baseados nos projetos dos irmãos Horten, do partido nazista. Eles trabalhavam com naves discoides desde 1942.
Depois da queda da Alemanha, em 1945, foram procurados por diversos outros países, incluindo América Latina (sic!), para projetos de novas aeronaves.
Mais ainda, a fonte de Jacobsen revelou que não apenas uma dessas naves nazistas caiu em 47, como seus tripulantes eram nada menos que duas crianças de cerca de 13 anos, resultado de um programa de experiências com humanos que teria sido desenvolvido pela extinta União Soviética.
Um programa para produzir humanos deformados o suficiente para parecerem-se com extraterrestres, numa operação supostamente coordenada por ninguém menos que Josef Mengele.
A idéia era reproduzir em larga escala a histeria coletiva gerada em 1938, com a narrativa de Orson Welles para "A Guerra dos Mundos", na novela de rádio.
Em entrevista ao programa "Fresh Air", da rádio NPR, nos EUA, Jacobsen relatou que "o plano, segundo a minha fonte, era criar pânico nos Estados Unidos com a crença de que um OVNI havia pousado com aliens dentro.
E um dos documentos mais interessantes é o memorando do segundo chefe da CIA, Walter Bedell Smith, para o Conselho de Segurança Nacional, falando sobre o medo de que os soviéticos poderiam criar um embuste contra a América, envolvendo um OVNI, que sobrecarregaria nosso sistema de alerta de defesa aérea, fazendo com que a América ficasse vulnerável a um ataque".
A revelação mais contundente é de que não é por isso que a história teria sido acobertada. Com a União Soviética manipulando crianças para virarem pilotos "alienígenas", aparentemente, segundo a autora, o governo americano teria decidido levar a cabo suas próprias experiências humanas!
Diante de alegações tão ou mais fantásticas que a própria visitação alienígena, o livro foi recebido com descrédito pela comunidade ufológica, e está fomentando intensos debates, sobretudo nas listas de Ufologia internacionais.
Embora tenha recebido elogios em relação à pesquisa sobre a Área 51, a tese da autora para Roswell é criticada por apoiar-se no depoimento de apenas uma testemunha.
Os defensores da hipótese extraterrestre argumentam que há pelo menos seis centenas de testemunhas que corroboram a teoria de um acidente alienígena.
Outros, mais ácidos, como Billy Cox, questionam a própria qualidade da jornalista como escritora.
Enquanto isso, a USAF continua dizendo que eram balões e manequins de testes. Em diferentes épocas, inclusive.

O que é a Área 51 ?




Área 51 é uma base militar e um destacamento remoto da Base da Força Aérea de Edwards. Está localizada na porção sul de Nevada, no oeste dos EUA, 133 km ao norte-noroeste da cidade de Las Vegas.
Na região central, na costa sul de Groom Lake, fica uma gigantesca pista de pouso. Objetivo principal da base é apoiar o desenvolvimento e testes de aeronaves experimentais e sistemas de armas.
Embora as instalações sejam gerenciadas pela Base Aérea de Nellis, a instalação do campo de pouso parece justamente ser operada pelo centro de testes aéreos da Edwards, no Deserto de Mojave, cerca de 300 km a sudoeste de Groom Lake.
Embora o nome Área 51 seja usado na documentação oficial da CIA, o local também é conhecido por outros nomes, tais como Dreamland, Paradise Ranch, Home Base, Groom Lake, e, mais recentemente Homey Airport.
Seu espaço aéreo é restrito e, por terra, placas sinalizam que o uso de força letal contra invasores é permitido.


Ateu entrevistado por Jô Soares - (vídeo e crítica)

  Por Tadeu Henrique




Não sou contra as opiniões pessoais  acerca da cristianismo. Só não se admite duas coisas: deboche e falta de embasamento teológico. O Sr. Marton é um cara que, perceptivelmente, não entende nada de teologia bíblica, um "noob" no assunto. Algumas coisas chamaram a atenção em seu discurso. Primeiro, o fenômeno da glossalalia não se resume apenas a línguas humanas (gr.dialektos), mas a línguas celestiais ou angelicais como diz o apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios no cap. 13.
Esse jornalista, além de nunca ter provado em suas práticas religiosas uma experiência regenerativa, não aprendeu ainda o significado da palavra respeito. Menosprezar em rede nacional a fé de milhões de pessoas, não levando em conta que estas tem não somente fé mas sentimentos colocados no divino, é pura ignorância e falta de humanidade. Que papelão, Sr. Marton!
E ainda tratou as igrejas cristãs como objeto de negócio de todos os líderes e pastores. A generalização sempre é injusta com as pessoas que não compartilham com o que é errado. Em toda a entrevista ele não apresentou um motivo plausível para sua "reversão" ideológica. Vi um homem com muitos sofismas, mas nenhum fundamento.
Outra coisa, uma pessoa que sobe em telhados esperando o mundo acabar só porque a lua estava  meio vermelha está mais para astrólogo do que para cristão. Tenho minhas dúvidas se ele era um leitor ávido da Escritura. Por esse e outros argumentos, seu livro "Ímpio" não merece nosso tempo precioso.  Um leitor que se preza não se daria ao "luxo" de ler inutilidades. Um conselho final para o Sr. Fábio Marton: "arrependei-vos"!

Tadeu Henrique, graduando em História (UPE) e membro editorial da Revista Historien.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O discurso do REItor





O discurso do REItor (Compacto)

No dia 13 de setembro, como estava previsto, esteve presente na UPE – Campus Petrolina o magnífico REItor Carlos Calado. A comissão de estudantes tirada na assembléia do dia anterior tentou marcar com ele uma conversa depois da apresentação do censo a que ele se recusou de maneira grosseira dizendo que já havia se comprometido a resolver o problema e que, para tanto, nós devíamos “deixá-lo trabalhar”, em seguida nos deu as costas. O REItor havia se oposto à nossa participação. Tentamos falar com ele e novamente fomos tratados de maneira grosseira, ele nos virou as costas entrou e trancou as portas, numa atitude comparável a de um rei absolutista como Luís XIV, que em hipótese alguma podia ter suas vontades contrariadas.
Ficamos sabendo posteriormente que nos dados apresentados a demanda de professores seria menor do que parece e que o problema seria resolvido em grande medida com a redistribuição de carga horária entre os professores que compõem atualmente o quadro de efetivos desta unidade, que como temos presenciado na grande maioria dos casos já se encontram sobrecarregados de trabalho. Era este o deprimente discurso que o REItor pretendia nos enfiar goela abaixo, o que está em total consonância com as atitudes autoritárias tomadas anteriormente por ele.
Nós estudantes da UPE – Campus Petrolina estamos indignados com a forma absurda pela qual fomos tratados, fomos excluídos da participação em um debate do qual somos os maiores interessados. Dessa forma é impossível que de fato se possa construir uma Universidade que pretende formar indivíduos com o papel de cumprir com a missão social de intervir na realidade que nos rodeia e que sejam capazes de modificá-las.
Gostaríamos ainda de nos solidarizar com todos os professores submetidos ao constrangimento daquela reunião a portas trancadas e, em particular, aqueles que foram impedidos de entrar, pois foram tratados com total desrespeito pelo REItor, professor como eles e que, portanto, é um colega de trabalho.





Fonte: atoestudantil

A batalha foi ganha, não a guerra.





A milícia estudantil da UPE campus Petrolina continua na ofensiva contra toda podridão administrativa do Estado de Pernambuco. Semana passada foram feitas mais mobilizações. No desfile de 7 de setembro, os alunos aproveitaram o ensejo para denunciar o desprezo do governador Eduardo Campos em relação ao ensino superior. No dia 9, fechando o calendário de protestos desse mês, discentes e professores fizeram uma caminhada com faixas e carro de som pela avenida São Francisco.
Ontem, dia 12 , às 19:00 horas fora realizada a III Assembleia Geral Estudantil no Auditório da UPE.  Sentimentos de gratidão, insegurança e inconformismo pairavam naqueles discursos menos enérgicos, mas ainda decididos a mudarem à longo prazo o estado putredinoso da UPE.Por contraste visual, a proposta de permanecer em estado de greve e continuar com um calendário de ações fora aprovado. E como o reitor Carlos Callado homologou o convite de docentes temporários que já assinaram contrato nessa última quinta-feira, as aulas voltam ao "normal" a partir de hoje (13/09). Apesar dessa homologação e algumas promessas da reitoria, os militantes não baixaram a guarda e continuarão na luta por professores efetivos, melhor infra-estrutura, acervo bibliotecário e papel higiênico, diga-se de passagem. Aliás, papel higiênico não falta para um homem do lastro político de Eduardo Campos, pois um homem como ele precisa de muito papel para higienizar as "cagadas" que faz na administração pública de Pernambuco. A carapaça também serve para a gestão da unidade de Petrolina que parece ser conivente com tal imoralidade.
O governador que se prepare, pois esses alunos estão dispostos a ir até Brasília, se possível, para ver mudanças. Não são vermes que se rastejam para implorar favores, pelo contrário, são soldados munidos de coragem, conhecimento e sede de justiça. E estão cansados de serem tratados como a escória da sociedade, de não receberem uma qualificação profissional digna e , pior, sentirem vergonha de estudarem nessa instituição. Agora reverbera-se o grito de Zapata: ya basta!
Diante desse esmero estudantil, resta parabenizar todos os alunos da UPE campus Petrolina e adverti-los de que a batalha continua.

fotos de Janily Carvalho, graduanda da UPE

Tadeu Henrique é graduando  e membro da equipe de editoração da Revista Historien.



Fonte: Historien

Ponte Presidente Dutra: o auge de revolta (UPE)




Dando seguimento ao calendário de mobilizações estudantis, ontem, às 12:30 do dia, alunos dos diversos cursos do campus de Petrolina, reuniram-se na Concha Acústica a fim de interditarem a Ponte Presidente Dutra como expressão de revolta ante o caos que a instituição tem vivido.
Liderados pelos enfrentantes dos DA e CAs, dezenas de estudantes e alguns professores portando apitos, faixas, câmeras e megafone dominaram o centro de Petrolina. O protesto começou no sinal principal da Av. Guararapes em frente da prefeitura e partiu para a Rua Antônio de Santana Filho, Av. Souza Filho, voltando para Guararapes e findando na Ponte Presidente Dutra, o auge da revolta.
A paralisação da ponte foi o ponto crítico, pois por ser horário de pico, muitos motoqueiros e motoristas que estavam indo almoçar, ficaram com os ânimos à flor da pele. O congestionamento foi colossal para os dois lados. Alguns motociclistas chegaram a jogar as motos contra os militantes que mesmo com essa violência e a presença das polícias militares da Bahia e rodoviária federal não retrocederam. O incidente durou 40 minutos e só acabou quando a TV Grande Rio chegou para cobrir o evento que também foi transmitido em Recife pelo NE TV 2ª edição. Um vitória impactante para os alunos que queriam o apoio da mídia.
Para alguns esse ato foi radical, mas deve-se entender que somente atitudes radicais conseguem mexer com as estruturas engessadas do Estado. No entanto, um movimento dessa envergadura não pode ser feito de qualquer jeito, sem discernir os possíveis impasses com a sociedade, que no caso deve ser aliada e não inimiga. Claro que esse ato não foi realizado de forma leviana, teve toda uma preparação.


(Fotos enviadas por Socorro Oliveira, da equipe de Revisão da Revista Historien, tiradas pelos membros do CA de História da UPE Petrolina)
(Tadeu Henrique é membro da equipe de Editoração da Revista Historien e graduando na UPE).


Entrevista transcrita da aluna da UPE na Rádio Jornal (parte I)




Repórter: [...] Vocês percebem que a sociedade também tem se tornado mais consciente com relação ao problema que vocês enfrentam, e têm aderido a essa luta?

CAMILA: Sim, até porque é da Universidade de Pernambuco que saem os profissionais da educação que a gente tem aqui no nosso estado e nos outros estados. Profissionais de saúde, Né? Os enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas...Então a gente tá querendo mostrar pra sociedade que a universidade hoje, ela passa por problemas que não só “atrasa” a gente, e sim a todos. Porque, qual profissional de educação que vai sair dessa universidade, na qual a gente não tem um nível excelente, Né? O nível que a gente pretende dentro da universidade em si. Agora mesmo, a gente está... Tem curso que “tá” com mais de 50% das disciplinas sem professores e daí por diante.


Falta laboratório pro curso de saúde, faltam laboratórios até pros cursos de licenciatura [trecho inaudível]. Então a gente pretende mostrar pra sociedade que não é um problema somente nosso, não é problema só dos estudantes, e sim de todo o povo; porque afeta, como eu disse a sociedade em geral.

REPÓRTER: [...] Os alunos reivindicam não somente essa questão de ter os professores efetivamente dentro da sala de aula, mas sobretudo, a infra-estrutura das licenciaturas, dos cursos que são colocados...Da infra estrutura como um todo, né?


CAMILA: Isso, e os cursos de Saúde também, né? Porque a universidade hoje, ela vem abrindo cursos em todas as áreas. O problema do governo é interiorizar a educação, mas que educação é essa? É isso que a gente questiona também [trecho inaudível].
Abrem-se cursos, não tem professores, não tem estrutura, não tem laboratórios... Então acaba que a universidade, ela hoje passa por problemas que vêm se agravando há muito tempo. [...] Dez cursos dentro da nossa unidade e dentro desses dez cursos a gente só tem 98 professores. O governo do estado, ele abriu uma seleção simplificada para garantir...

Obs.: fotos de Janily Carvalho, graduanda da UPE.
Transcrição de Socorro Fonseca, graduanda e membro da Revista Historien.(UPE)




Fonte: Historien

O movimento na UPE : milicianos x governo





Indubitavelmente, a Universidade de Pernambuco campus Petrolina tem vivido lapsos daqueles tempos de ouro do Movimento Estudantil da década de 1960. Aquele espírito revolucionário e inconformado com as mazelas estruturais da instituição tem sido uma força motriz na participação da grande maioria dos lesados(discentes) da UPE, que chegou ao fundo do poço e não pode mais conter essa voz.
No dia 5 de setembro(segunda-feira), às 18:40, fora realizada no auditório da UPE a II Assembleia Geral estudantil com a participação de centenas de alunos e alguns do membros do corpo docente.Não tão agitada como a primeira, mas insistente em sua essência, a assembleia buscou  tratar do inevitável dilema que animava muitos milicianos e atemorizava outros: paralisação ou greve na UPE? No mesmo dia houve uma reunião com professores e líderes estudantis na reitoria de Recife também para abordar o assunto. Em Recife, o reitor Carlos Calado disse que estaria homologando o concurso para seleção simplificada hoje(05/09). Garantiu também que o concurso para preenchimento de quadro efetivo sairá em seis meses.
Mas como o Srº Calado tem feito jus ao seu sobrenome em seus vários anos de gestão na UPE, os alunos em seus discursos mantiveram uma postura de descrença em todas as promessas da reitoria. Na reunião estudantil, uma proposta foi aprovada: interditar a ponte presidente dutra(06/09); mobilizar no grito dos excluídos(07/09) e parar a Avenida São Francisco (09/09). Apesar de haver uma resistência por parte de outros discentes o movimento está se fortalecendo e caminhando para uma coesão, construindo uma ação madura e segura em suas proposições. Um líder acadêmico da UNIVASF firmou uma aliança de apoio na causa. Artigos e vídeos estão sendo criados pelos próprios alunos e postados pela imprensa da região. De fato, o que está acontecendo naqueles corredores e salas está se tornando incontrolável. Espera-se uma resposta concreta e favorável do governo de Pernambuco, não meras promessas.


Obs.: fotos de Luann di Souza, graduando da UPE


Tadeu Henrique é graduando e membro da equipe de editoração da Revista Historien






Fonte: Historien

sábado, 3 de setembro de 2011

MANIFESTO DOS ESTUDANTES DA UPE PETROLINA



POR: CAMILA ROSENO (C.A. HISTÓRIA)



MANIFESTO DOS ESTUDANTES DA UPE PETROLINA

Acerca de um mês teve início, oficialmente, o semestre letivo na UPE – Campus Petrolina, porém até a presente data muitos alunos ainda não tiveram aulas de várias disciplinas, há turmas que ainda não tem sequer um professor. Esta situação levou os estudantes a decretarem paralisação de 48 horas como início de uma série de mobilizações reivindicando a solução para o problema da falta de professores.

Há muitos anos a UPE sofre com a falta de professores para a composição de seu quadro efetivo, o que vem sendo suprido com a contratação de professores temporários, todo início de semestre falta professores de várias disciplinas em todos os cursos. Durante vários anos os concursos que foram abertos nunca contemplaram o preenchimento do número de vagas.

A situação é tão caótica que o curso de geografia, por exemplo, possui 56,25% de suas disciplinas sem professores. Desta vez a medida adotada pelo governo foi abrir um processo de seleção simplificada com validade de dois anos e com baixíssimo salário o que não tem atraído professores nem para o preenchimento das vagas abertas. Que professor com mestrado ou doutorado vai querer fazer um concurso que não lhe traga oportunidade de estabilidade, pesquisa ou extensão e ainda com baixo salário?

A UPE é a única Universidade pública estadual de Pernambuco, com mais de 16.000 alunos. Ao longo de sucessivos governos tem sido tratada com o maior dos descasos. Quando, agora, se comemora os 20 anos da UPE temos muitos motivos para reivindicar. Durante 18 anos esta universidade foi sustentada pelo pagamento de mensalidades e, mesmo, após 2009 quando se decretou a gratuidade, o governo do Estado não assumiu de fato a responsabilidade pela Universidade de Pernambuco. A verba destinada pelo governo para a manutenção da UPE é insuficiente e enquanto são criados novos cursos os investimentos são cada vez mais minguados.

Nós alunos da Universidade de Pernambuco – Campus Petrolina decidimos dar início a um movimento buscando uma solução de verdade para o problema da falta de professores e não as recorrentes ações paliativas de contratar professor substituto. Entendemos que este é o momento para que através de uma greve que unifique professores e estudantes possamos mobilizar todas as nossas forças para pressionar o governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, a assumir a responsabilidade pela manutenção da UPE e o compromisso com uma educação de qualidade e gratuita!

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Diferença exegética entre as palavras Inferno,Lago de Fogo, Hades, Sheol e Geena




Nas línguas originais da Bíblia, o inferno é chamado de Geena, havendo outra palavra, Hades, que diz respeito a outra coisa. Infelizmente em nossa tradução se usa indistintamente inferno para Geena e para Hades. Hades é diferente do inferno (ou Geena). O inferno é o lugar onde serão lançados os mortos após o juízo final do grande Trono Branco, e esse lugar não foi preparado para os homens e sim para o Diabo e seus anjos. Deus não destinou o homem para a perdição, mas este, caindo em pecado e não aceitando a graça salvadora que enviou Cristo até a cruz para nos remir, será lançado no lago de fogo que arde eternamente, junto com os anjos caídos.

O Hades ou Seol (Mateus 11.23 no grego) não é tanto um lugar físico como a designação do estado da alma após a morte. É o mundo invisível dos espíritos dos que morreram. Um estado intermediário entre a vida e a ressurreição, (para os salvos) ou o juízo, (para os que perecem). O ladrão na cruz ouviu a promessa do Senhor: "...ainda hoje estarás comigo no paraíso." Seu corpo não foi ressuscitado, e não o será até o arrebatamento, como lemos em 1 Tessalonicenses 4.16, mas a sua alma estava já desfrutando do gozo da presença de Cristo. Assim é com os que morrem "em Cristo"; salvos! O rico de Lucas 16 declara estar atormentado na chama (vers. 24). Mas lemos em Apocalipse 20.13,14 que "...deu o inferno (no original, Hades) os mortos que nele havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno (hades) foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte".
A segunda morte é o estado final e eterno em que ficarão os que perecem, para toda a eternidade. Não há retorno; não há consolo; não há a menor esperança de alívio. Não há luz nem entendimento. Não há nada que possa esconder o homem de seu pecado, e todos os seus sentidos estarão em atividade, fazendo‑o sofrer. Repare como o rico em Lucas 16 sentia sede e pesar por seus irmãos, podendo ainda falar, ouvir, etc. Mas havia um grande abismo que o separava do consolo de Lázaro.

Os que morrem vão para o hades, mas aguardam o juízo final em um estado consciente de tormento. Somente após o Trono Branco (Apocalipse. 20) é que serão lançados no inferno propriamente dito, que será muito maior em sofrimento do que o experimentado no Hades. Da mesma forma, os que morrem em Cristo, vão à Sua bendita presença, como Paulo disse, "...partir (morrer) e estar com Cristo" (Fl 1.3). Mas no arrebatamento, que será antes da tribulação, os que morreram em Cristo serão ressuscitados dentre os mortos, como Cristo, cujo corpo ficou sepultado três dias e três noites, mas disse ao ladrão, "ainda HOJE estarás comigo no paraíso". Cristo é as primícias dos que dormem, (1 Coríntios 15.20) ou seja, Ele ressuscitou primeiro, e nós seremos igualmente ressuscitados pelo mesmo poder que O ressuscitou. Passaremos por uma mesma experiência (1 Coríntios 15.23). O estado do crente após a sua morte, é de gozo, mas não é igual ao estado que ele estará após a ressurreição, que se dará, para os salvos, no arrebatamento.

Fonte:(Concise Bible Dictionary) Via: http://www.respondi.com.br


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Livro sobre os escândalos sexuais da Igreja





O jornalista italiano Carmelo Abbate vai lançar um livro que já provoca alvoroço nos bastidores da Santa Fé porque revela a vida clandestina de padres e freiras de congregações de vários países com representação no Vaticano e em algumas cidades da Itália.
O livro se chama “Sexo e o Vaticano, viagem secreta ao reino dos castos”. A viagem, no caso, foi a convivência de vários meses que Abbate teve, como infiltrado, entre sacerdotes e religiosas heterossexuais e homossexuais com intensa atividade sexual.
O jornalista apresenta relatos de orgias, de encontros com amantes, visitas a prostíbulos, sacerdotes com união estável e filhos, abortos e outros casos considerados pecados graves pela Igreja Católica.
Há também informação sobre as aventuras de padres homossexuais em casas noturnas.
Piemme, a editora do livro, adiantou que Abbate conta como sacerdotes se dividem “entre as austeras salas da Via della Conciliazione (avenida de acesso ao Vaticano) e a movimentada Roma by night”.
O Vaticano não quis comentar o livro e negou que existam padres homossexuais na Santa Fé. O vaticanista Marco Tosatti admitiu existir padres “com tendência homossexual”, mas, segundo ele, são poucos.
Abbate criticou a cultura de sigilo do Vaticano e a insistência da igreja em negar a existência dos desejos sexuais dos sacerdotes.

Fonte: Gnotícias

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Capela medieval em carvalho (milenar)






Alto e orgulhoso, este carvalho maravilhoso tem entre 800 e 1.200 anos de idade. Encontrado em uma pequena aldeia chamada Allouville-Bellefosse na França, ele tem duas pequenas capelas que ainda estão em uso hoje.
Moradores dizem que o carvalho está ali desde a época de Carlos Magno e de William o Conquistador em 1035, mas alguns cientistas dizem que tem 800 anos. Seja qual for a verdade sobre o assunto, é uma das árvores mais antigas na França e pode ser uma das mais antigas do mundo.
A árvore em 1600, foi atingida por um raio e grande parte dela foi escavado. Estas cavidades foram observadas por dois homens, Aboot Du Detroit e Pai DuCerceau. Eles construíram a primeira capela à Virgem Maria no tronco e mais tarde acrescentou-se uma segunda.






Fonte: environmentalgraffiti

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A origem da prostituição




Sempre que se fala em prostituição podemos voltar as origens dela recordando a prostituição hospitaleira dos Caldeus ou a sagrada da Babilônia. Ora, a prostituição nunca foi “sagrada nem hospitaleira”, porque tem sido sempre infame, como o mercantilismo que a tornou possível.
A prostituição é a caracterização da promiscuidade com fins mercantilistas desde aqueles tempos.
Já na Grécia em (1600 a.c.), reinava a comunidade das mulheres, onde o fundador de Atenas Cekrops fez existir o mercantilismo, daí surgiu a prostituição que é a sua conseqüência imediata. Na Grécia, as prostitutas vulgares eram escravas e tinham o nome de porné; a casa onde exerciam o seu comércio era o porneion, existia também outra classe de prostituta superiores a esta que exerciam as profissões de dançarinas, cantoras, tangedoras de instrumentos musicais.
A prostituição nessa época correspondeu em determinado momento a uma necessidade social, pois, se assim não fosse não teria surgido a civilização e as suas conseqüências: o urbanismo, a sociedade privada, o mercantilismo, a acumulação de riquezas, e deste jeito alteram o ritmo natural da vida e necessariamente o das manifestações sexuais. Surgiu então a instituição da mulher comum, onde todos os homens podiam disputa-las quebrando ou na verdade abolindo, para elas, o tabu do exclusivismo, concedendo-lhes a faculdade de terem relações com quem quisessem.
Assim a prostituição se faz presente até os dias de hoje, como um negócio comercial qualquer, trazendo conseqüências sociais e políticas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A construção de Astaroth (demônio) na Cristandade


Dizem certos autores de demonologia que Astaroth é o representando do sexto pecado, o Orgulho, e é um dos príncipes do Inferno, sendo Satanás o imperador; seus principais ajudantes são três demônios chamados Aamon, Pruslas e Barbatos. No Dicionário Infernal, Astaroth é representado como um homem desnudo com asas, mãos e pés de dragão e um segundo par de asas com plumas abaixo do principal, levando uma coroa, segurando uma serpente com uma mão e cavalgando sobre um lobo ou um cachorro. Outras versões medievais indicam Astaroth como um enorme cavaleiro negro, montado em um Escorpião.
De acordo com Sebastian Michaelis é um demônio de primeira hierarquia que seduz por meio da beleza, da vaidade, filosofías racionalistas de ver o mundo e seu adversário é São Bartolomoeu, que pode proteger contra ele porque venceu as tentações de Astaroth. Inspira aos matemáticos, artesãos, pintores e outros artistas liberais, pode dar invisibilidade aos homens, pode conduzir os homens a tesouros escondidos que tenham sido enterrados por feitiços de magos e contesta a qualquer pergunta feita em forma de letras e números em varias línguas.
De acordo com Francis Barret, Astaroth é o príncipe dos acusadores e inquiridores. Segundo alguns demonologistas do século XVI, os ataques deste demônio contra os humanos são mais fortes durante mês de agosto. Seu nome parece vir do da deusa Ashtart/Astarté, que na Biblia Vulgata Latina é traduzida como Astharthe (singular) e Astharoth (plural). Esta última forma se transformou na Biblia do Rei Jaime em Ashtaroth. A forma plural foi tomada do Hebraico antigo por aqueles que não sabiam que era um plural nem que era o nome de uma deusa, o vendo só como o nome de outro deus a parte de Deus e, por tanto, um demônio....


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Necronomicom: O livro dos Mortos




Existem duas teorias para a autoria do livro Necronomicon: a obra é fictícia e criada pelo escritor de ficção científica e literatura fantástica H.P Lovecraft, no início do século 20, ou sua autoria é assinada pelo poeta árabe Abdul Alhazred, no século VII, no ano de 750. Alhazred é originário de Sanaa, no Iémen.
O escritor August Derleth preferia chamar a obra de “o mais famoso livro fictício dos  - Mitos de Cthulhu", e relata que o livro trazia fórmulas mágicas ligadas à magia negra e aos Antigos seres descritos especialmente em dois contos, “Nas montanhas da loucura” e “A sombra perdida no tempo”, ambos da assinados por H.P. Lovecraft.
 
Outro nome dado seria “Al Azif”, que em árabe, seria a forma usada para designar barulhos noturno, produzido por insetos, ou o uivo de demônios. Esse significado não é unânime e são apontadas outras possíveis traduções, entre elas: "Livro dos Nomes Mortos", "Livro das Leis Mortas", "Imagem da Lei dos Mortos" e "Livro em Memória dos Mortos".
Entre os rituais descritos em detalhes constam feitiços para ressuscitar os mortos, meios para estabelecer contatos com entidades sobrenaturais, formas para viajar pelas dimensões onde habitam criaturas demoníacas e receitas capazes de trazer de volta antigas divindades banidas e aprisionadas. Lovecraft vai além e garante que a simples leitura já é capaz 
de provocar a loucura e a morte.



Aqueles que acreditam na veracidade da obra defendem que a publicação foi traduzida para o Latim e posteriormente queimada pela inquisição. Entretanto, o conteúdo foi preservado e repassado geração após geração, existindo exemplares espalhados pelo mundo até hoje.
Uma das traduções para o inglês mais famosa teria sido assinada pelo físico e matemático John Dee (1507 – 1608), que viveu na corte de Elizabeth I. Um destes exemplares pertenceu ao místico Aleister Crowley (1875-1947). Outros exemplares estariam guardados junto ao acervo da biblioteca da Universidade de Miskatonic, sediada em Arkhan, no Museu Britânico em Londres e na Biblioteca Nacional de Paris.
Lovecraft desenvolveu a idéia de um livro especial e místico ao afirmar que possuía o último exemplar da obra, desta forma ele criou todo o histórico inclusive as lendas em torno de sua autoria original e traduções posteriores.
Segundo o escritor o livro foi banido pelo Papa Gregório IX em 1232, logo após ele ter tido acesso a uma tradução em latim.Após criar todo o imaginário em torno da obra sobrenatural, Lovecraft tentou desmentir a existência do mesmo, e em numerosas ocasiões insistiu que o livro se tratava de pura ficção. As afirmativas não foram aceitas pelos fãs do autor. Até a sua morte, Lovecraft recebeu cartas de fãs querendo saber e cobrando a autenticidade. A possível existência inspirou outros escritores a criarem traduções livres do que afirmaram se tratar do “Necronomicon” original. Um destes autores é o italiano Frank G. Ripel, fundador de uma Escola de Mistérios - a Ordem Rosa Mística.
Em uma de suas obras: “La Magia Lunar”,  Ripel presenteia os leitores com uma tradução em castelhano do que ele chama de "verdadeiro Necronomicon". Segundo ele a obra foi formulada há aproximadamente 4.000 anos a.C.
 Aqueles que acreditam na veracidade da obra defendem que a publicação foi traduzida para o Latim e posteriormente queimada pela inquisição. Entretanto, o conteúdo foi preservado e repassado geração após geração, existindo exemplares espalhados pelo mundo até hoje.

Alguns filmes foram inspirados no Necronomicon, tais como:


·                     In the Mouth of Madness (À Beira da Loucura no Brasil; A Bíblia de Satanás em Portugal), de John Carpenter;
·                     The Evil Dead (pt-BR: A Morte do Demônio; pt-PT: A Noite dos Mortos-Vivos), de Sam Raimi;
·                     Evil Dead 2 (pt-BR: Uma Noite Alucinante 2; pt-PT: A Morte Chega de Madrugada), também de Sam Raimi.